Além dos Livros

Marcia Arruda
Créditos: Marcia Arruda

“Quando uma história nasce da autenticidade, ela naturalmente encontra pessoas que se conectam com ela.”

Em fevereiro de 2026, Marcia Arruda lançou seu primeiro livro — Reconstrução —, uma autobiografia que conta, através de passagens inspiradoras, suas dores, angústias e momentos de introspecção, mas também momentos de clareza e enfrentamento que a fizeram dar a volta por cima, reconstruir sua vida e dar voz a tudo que ela sempre teve vontade de compartilhar com o mundo, para que todos pudessem se espelhar nas suas lutas, experiências e vitórias. 

Marcia nos concedeu uma entrevista para falar de suas inspirações, seus momentos íntimos com a escrita, sua obra e também planos futuros em sua carreira de escritora. 

A escrita sempre fez parte da sua vida ou ela surgiu no momento em que você decidiu escrever um livro?

A escrita sempre foi uma forma de organizar meus sentimentos e pensamentos. Durante muitos momentos difíceis da minha vida, escrever se tornou quase um refúgio. Mas a ideia de transformar essa escrita em um livro surgiu mais tarde, quando percebi que a minha história de dor, cura e reconstrução poderia também tocar outras pessoas. 

Seu primeiro livro — Reconstrução: Do casulo à liberdade — foi lançado recentemente. Nele você fala abertamente sobre sua história de vida, sobre seus processos de cura e reconstrução. Houve algum momento ou experiência específica que te influenciaram a começar a escrever sua história?

Sim. Alguns momentos muito marcantes da minha vida me levaram a olhar para dentro de mim de uma forma profunda. O divórcio, as perdas emocionais e o processo de reencontro comigo mesma foram decisivos. A terapia também teve um papel muito importante nesse caminho, porque me ajudou a compreender muitas coisas que eu carregava dentro de mim. Em determinado momento percebi que minha história não era apenas sobre dor, mas sobre reconstrução — e foi isso que me motivou a escrever. 

Quanto tempo levou entre a ideia de escrever um livro e o texto já finalizado?

A ideia surgiu de forma muito natural, mas o processo de escrita levou alguns meses. Não foi apenas um trabalho de escrita, mas também de revisitar memórias, compreender sentimentos e organizar uma história muito real e sensível para mim.

Como foi seu processo de escrita? Você costuma ser regrada (propõe-se a escrever um pouco todos os dias) ou espontânea (escreve apenas nos momentos em que sente vontade e/ou inspiração)?

Meu processo foi bastante espontâneo. Eu escrevia principalmente quando sentia que algo dentro de mim precisava ser colocado no papel. Muitas vezes os textos surgiam a partir de reflexões profundas sobre minha própria história.

Houve momentos de bloqueio criativo durante o processo? Como você lidou com eles?

Sim, porque escrever sobre a própria história exige revisitar emoções muito profundas. Em alguns momentos precisei parar e respeitar meu tempo emocional. Compreendi que escrever também fazia parte do meu processo de cura.

Reconstrução, como dito anteriormente, narra seu processo em busca de entendimento, cura e novas oportunidades de olhar a vida. Em poucas palavras, como você definiria seu livro para novos leitores que ainda não o conhecem?

Reconstrução é um livro sobre atravessar a dor e encontrar força dentro de si. É a história de alguém que passou por momentos difíceis, mas que decidiu não permanecer no lugar da dor e escolheu se reconstruir.

Reconstrução, de Marcia Arruda
Créditos: Além dos Livros

O que você espera que os leitores sintam após o fim da leitura? Que tipo de experiência você espera que sua obra desperte?

Espero que os leitores se sintam acolhidos e compreendidos. Muitas pessoas carregam dores silenciosas, e meu desejo é que elas percebam que não estão sozinhas e que sempre existe um caminho de reconstrução.

Durante seu momento de escrita, você costuma ser mais silenciosa ou gosta de uma atividade em segundo plano, como ouvir música, podcasts e afins?

Geralmente prefiro o silêncio. O silêncio me ajuda a me conectar melhor com meus sentimentos e com as lembranças que surgem durante a escrita.

Que conselhos (de escrita, marketing, motivação, etc.) você daria a autores independentes que também desejam publicar suas histórias?

Meu conselho é escrever com verdade. Quando uma história nasce da autenticidade, ela naturalmente encontra pessoas que se conectam com ela. Também é importante acreditar no próprio processo e não desistir no meio do caminho.

O que mudou na sua vida agora que você pode oficialmente se considerar uma escritora?

Ser escritora representa transformar minha história em algo que pode alcançar outras pessoas. Hoje sinto que aquilo que vivi também pode servir como inspiração e esperança para quem está passando por momentos difíceis.

Falando agora de suas inspirações como leitora, que tipo de história você gosta de ler?

Gosto de histórias que falam sobre a vida real, sobre superação, espiritualidade e crescimento pessoal. Livros que fazem o leitor refletir e se conectar com emoções profundas.

Pretende lançar algum livro novo futuramente? Já pode nos adiantar alguma coisa sobre planos futuros na sua carreira?

A escrita se tornou uma das formas mais verdadeiras de me expressar. É onde consigo transformar sentimentos, dores e recomeços em palavras. Pretendo continuar escrevendo e, sim, novos livros virão. Histórias que falam sobre transformação, espiritualidade e o reencontro comigo mesma.

Respostas rápidas

Um lugar ideal para escrever:

Natureza.

 

Um livro inesquecível:

O Alquimista (Paulo Coelho).

 

Um(a) autor(a) que você admira:

Paulo Coelho.

 

Programa/software favorito para escrever:

Word.

 

Um gênero literário que você tem curiosidade de explorar como escritora:

Poesia.

Marcia é licenciada em Pedagogia, com pós-graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica e a segunda licenciatura em Atendimento Educacional Especializado (AEE). Reside em Guarulhos, São Paulo, e atua há mais de vinte anos na área da educação, dedicando sua trajetória ao cuidado, à escuta e ao florescimento humano.

Ao longo de sua caminhada profissional, sempre acreditou que educar vai além do ensino formal: é acolher histórias, respeitar processos e reconhecer que cada pessoa aprende e se reconstrói em seu próprio tempo.

Sua experiência na educação se entrelaça com sua vivência pessoal, marcada por desafios, perdas e recomeços, que deram origem a este livro.

– biografia fornecida pela autora

Reconstrução

Marcia Arruda

Reconstrução

Marcia Arruda

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email
Eduardo Tognon

Eduardo Tognon

Eduardo Tognon é diagramador de livros, professor na área de dados e redator no Além dos Livros. Adora tecnologia e literatura, e faz com que as duas coisas andem juntas.

MAIS DO ALÉM DOS LIVROS:

NEWSLETTER

Inscreva-se e receba dicas e novidades por e-mail!

Ao se cadastrar, você aceita nossos Termos de Uso e Serviço e nossa Política de Privacidade.

Ao se cadastrar, você aceita nossos Termos de Uso e Serviço e nossa Política de Privacidade.

Além dos Livros
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.